O objetivo desta viagem, além de passar umas agradáveis férias em família é vivenciar experiências. O naturismo é uma delas e foi o motivo que nos fez ficar pela zona de Sesimbra mais um dia. O parque onde estamos estacionados fica a cerca de 200 metros da praia, passando por uns caminhos entre os canaviais, o que dá algum erotismo à paisagem, no entanto não se podemos esquecer que viajamos com uma criança de 4 anos.
Mas o Meco não é só praia de nudismo, grande parte da praia e o local onde fomos ter é praia normal, seguindo um pouco mais para cima, começamos a encontrar os primeiros nudistas, alguns completamente nus, algumas senhoras em topless e algumas pessoas a fazer fazer praia vestidas da mesma forma que numa praia normal. Ao fundo vemos ainda três nudistas a pescar.
Após tomar o pequeno almoço, pela primeira vez retiramos as bicicletas da auto-caravana e fomos dar uma voltinha, pela estrada estávamos mais perto da praia do que imaginávamos. Pedalámos até à praia, encostamos as bicicletas e fomos tomar um café num bar no areal. A praia ainda está quase deserta e é o único bar aberto aquela hora.
De volta à auto-caravana, voltamos a colocar as bicicletas no lugar e fomos, pelos caminhos dos canaviais, experimentar o naturismo, claro. Uma experiencia muito agradável, o sentimento de liberdade tanto no areal como na água dá-nos uma experiencial diferente e ali tudo é encarado com naturalidade, o que nos faz sentir à vontade, mesmo novatos como nós, nem a Maria achou estranho. Ela ficou vestida com o fato de banho, mas nunca questionou sequer porque estávamos nus ou porque outras pessoas estavam nuas.
A fome apertou e fomos almoçar ao Bar no Peixe, na praia do Meco também, mas na área não naturismo, claro.


Para entrada umas conquilhas muito saborosas e depois um hambúrguer de atum, saboroso como nunca tínhamos comido antes. Era suposto ser um hambúrguer para partilhar, mas estava tão bom que tivemos de pedir outro. Acompanhado claro, com uma sangria de frutos vermelhos. Já não havia espaço para sobremesa, só a Maria comeu uma “sopa de Morangos”.
A experiência naturista da manha foi tão agradável que decidimos continuar e voltamos para a praia. Foi a primeira vez que fizemos um castelo de areia, completamente em pelota.
Ao final do dia, pela primeira vez precisávamos de despejar e encher os depósitos de águas e resíduos. A área de serviço mais próxima é o Intermarché de Sesimbra e encerra as 21 horas, então optamos por sair mesmo antes de jantar e tomar banho.
Despejar os depósitos foi fácil, sem problemas, encher o deposito de água foi o primeiro problema da nossa viagem, a máquina não funcionava, após chamarmos um funcionário e ele ter tentado meia dúzia de vezes, lá nos deixou abastecer numa torneira de água que havia por ali perto.
À saída, outro caravanista a chegar para abastecer também, aparentemente novato como nós nestas andanças, alertamos que a máquina não estava a funcionar e que não funciona com moedas, mas sim com fichas, como já passava das 21 horas, provavelmente abasteceu na mesma torneira que nós.
Enquanto um ficou a tratar desta manutenção o outro foi comprar algumas coisas que nos faltavam (pão, fiambre, etc.) E dois carregadores de isqueiro, pois uma das outras dificuldades que temos sentido é a falta de energia eléctrica. Andamos o último dia a poupar as baterias dos telemóveis, pois só na noite anterior percebemos que a tomada eléctrica não iria permitir carregar equipamentos. A auto-caravana é autónoma em termos de energia, mas não permite ligar à ficha e carregar, a menos que esteja ela própria ligada à corrente eléctrica, então o único meio de energia disponível é o carregador de isqueiro e a bateria do computador portátil, enquanto durar.
Entretanto parámos num parque de estacionamento para jantar e tomar banho e seguimos viagem rumo a Porto Covo. A Maria dormiu a viagem toda. Estacionamos em cima de uma falésia junto à Praia Grande e fomos dormir.
