Sagres. Nadar com os peixes

Ao acordar conseguimos ver o mar ao fundo, a vista é linda. Estamos a cerca de 100 metros da praia e várias caravanas estacionadas na mesma zona que nós. Tomamos o pequeno almoço e fomos fazer a nossa volta de bicicleta, para reconhecimento da zona e matar o vicio do café claro.

Fomos seguindo de bicicleta, desta vez a volta foi um pouco maior, grande parte em estradas de calçada e algumas partes por caminhos de terra em cima das falésias. Fomos parar na Fortaleza de Sagres, deixamos as bicicletas encostadas a um poste de iluminação e fomos visitar a Fortaleza. Foi uma manha muito bem passada, percorremos todos os recantos e vimos as paisagens magnificas ao redor. Entretanto, por acidente, o Blake, o peluche morcego da Maria Clara, ganho no dia anterior no McDonalds, caiu ao mar, ainda tentamos recupera-lo, com a esperança que tivesse ficado preso na vegetação, mas não o conseguimos ver. Uma grande berraria, mas fica a promessa que um dia destes voltaremos ao McDonalds.

De volta à praia da Mareta, ainda fomos dar um pequeno mergulho à praia. A praia está quase vazia, agradável, mas muito ventosa e a água gelada. De seguida fomos almoçar ao restaurante Raposo, uma esplanada muito agradável, junto ao areal. Para começar pedimos alguns percebes e mexilhões para entrada e bife na pedra para almoço, estava divinal, acompanhado com sangria. A Maria Clara comeu um hamburguer e ainda oportunidade de questionar a senhora que nos serviu o nome dos peixes que estavam no aquário, contou-nos depois que o aquário tinha uma dourada, uma lagosta e algumas sapateiras.

Após o almoço voltamos para a praia, agora para um canto mais abrigado pelas rochas. O mar continua muito calmo, mas com vento e a água continua muito fria, mas depois de entrar na água anda-se confortável. Ao andarmos na água reparamos que existia um cardume de peixes muito próximo das pessoas, quando nos aproximávamos, eles afastavam-se um pouco, mas voltavam logo de seguida, algo que nunca tínhamos visto e nos deixou curiosos.

Ao final do dia mudamos a auto-caravana para o parque de caravanas, como era ali ao lado, para podermos jantar e tomar banho descansados, sem que houvesse o risco de nos chatearem. Enquanto um toma banho e dá banho à miúda o outro prepara o jantar até que a bomba de água deixa de funcionar, com o jantar meio feito e metade dos banhos tomados. Ligamos ao Sr. Arlindo, dono da auto-caravana, para nos ajudar a resolver a situação, após tentarmos trocar alguns fusíveis sem que tivesse resultado, jantamos o nosso meio jantar, pois já tínhamos refugado os bifinhos com cogumelos, mas não tínhamos feito o arroz, então comemos bifinhos acompanhados com batatas fritas de pacote que tínhamos levado, arrumamos a tralha, só para não cair, dado que não tínhamos água para lavar a loiça e seguimos em direcção a Lagos, ter com o Sr. Luís, um amigo do Sr. Arlindo, também caravanista, que mora em Lagos e iria tentar ajudar-nos.

Quando chegamos ao Continente de Lagos, local combinado para nos encontrarmos, e após entrarmos pela saída do parque de estacionamento, pois a entrada ficava atrás de um posto de combustível e não a encontramos à chegada, lá estava o Sr. Luís e um outro senhor, à nossa espera. Entretanto o sr. Luís teve de ir embora, pois ia trabalhar nessa noite, ficamos apenas com o outro senhor, de quem não sabemos o nome. Verificou a parte eléctrica, a bateria da célula e os fusíveis, não encontrou nada contudo continuava a não funcionar. Desmontou os bancos traseiros para aceder ao depósito de águas limpas e bomba de água, que fica por baixo. Ao mexer nos fios, a bomba subitamente começou a funcionar, no entanto havia um tudo de água meio vincado. Não temos certeza do que se terá passado, mas presumimos que como estávamos a usar água em duas torneiras ao mesmo tempo e o tubo ao estar vincado não permitia passar água suficiente, tenha sido algum mecanismo da bomba a bloquear por precaução. Vamos tentar ter algum cuidado até ao final da viagem para que não volte a bloquear.

Paramos num parque de estacionamento ali perto, tomamos o banho que estava em falta, lavamos a loiça, já era bastante tarde, mas optamos por seguir na mesma rumo a Monte Gordo.

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