Sesimbra. Terra de ruas estreitas e ingremes

Logo de manhazinha descemos as ruas estreitas e ingremes de Sesimbra, em direção ao mar, hoje é o último dia da nossa viagem e queremos aproveita-lo ao máximo. Sesimbra é um pouco diferente dos locais por onde passamos nos últimos dias, muitas ruas estreitas com descidas acentuadas e algumas escadas, as casas todas encaixadas umas nas outras a formar também uma espécie de escada a descer até ao mar. O mar, uma baía com águas calmas e transparentes, como se de um paraíso tropical se tratasse. Percorremos toda a beira mar e ao fundo temos a serra e uma enorme falésia até ao mar. Outra particularidade é que esta praia, ao contrario das que encontramos nos últimos dias, tem muitas pessoas, talvez por estarmos mais perto de Lisboa e pertinho da margem sul do Tejo ou talvez por ser domingo. Só encontramos tantas pessoas no primeiro dia da nossa viagem, também foi ao domingo e ali bem pertinho, nas praias da serra da Arrábida.

Fomos dar uns mergulhos no mar e brincar um pouco, dado que o calor, a água e a paisagem nos proporcionam essa oportunidade maravilhosa. Chegada a hora de almoço, fomos procurar um restaurante para saborear a gastronomia da região. Voltamos a subir um pouco as ruas estreitas e fomos encontrar o “Restaurante Maré”. Um restaurante típico, com aspeto tradicional, uma montra de peixe fresquinho à porta e funcionários simpáticos e prestáveis. Sentamo-nos na esplanada e pedimos um robalo, que chegou para os três, acompanhado com batata cozida, a Maria teve direito a batatas fritas, uma vez de vez em quando não faz mal.

Após o almoço seguimos rumo a casa, infelizmente estas férias fantásticas e diferentes estão a acabar. Chegamos a casa, retiramos as nossas coisas da autocaravana e vamos devolve-la ao proprietário. Fica um sentimento de tristeza e nostalgia porque vivemos dias maravilhosos na ultima semana e acabaram, mas é mesmo assim. Mas ficam muitas coisas positivas, a experiência diferente que vivemos, foi bem mais fácil e prático do que imaginávamos, os locais que visitamos, o tempo para a família, conversas, brincadeiras, quase desligados de toda a tecnologia (telemóveis, computadores, tv’s, etc.) e a certeza que vai ser uma experiencia a repetir num futuro próximo.

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