Uma Escapadinha no Douro

Este fim de semana, decidimos aproveitar o facto de a Adriana estar de folga o fim de semana inteiro e fazer uma escapadinha no Douro. Já falávamos nesta hipótese à algum tempo, mas fomos adiando a marcação das atividades e apenas marcámos 2 ou 3 dias antes de ir, o que se veio a revelar um grande desafio porque estava tudo lotado. Mas com um pouco de sorte à mistura lá conseguimos reservar as atividades que tinhamos em mente para o nosso fim de semana.

Saímos na sexta feira à noite, depois de jantar. Preferimos sair à noite, pois assim conseguimos aproveitar bem o dia seguinte, sem estarmos cansados da viagem e sem ter de nos levantar de madrugada.

O destino inicial foi o Grande Hotel de Paris, na baixa do Porto. Quando fizemos a reserva achamos piada ao hotel pelo seu estilo clássico, mais tarde descobrimos que é o hotel mais antigo do Porto, inaugurado em 1877, com decoração estilo “Belle Époque” francesa, ainda hoje conserva grande parte desses traços. A Maria Clara ficou delirante quando descobriu que tinha um quarto só para ela, com tv e tudo. Tínhamos reservado um quarto com cama de casal e uma cama extra, o que nos deram foi dois quartos ligados entre eles com um WC comum aos dois no meio, simplesmente fantástico. Soalhos em madeira, mobiliário antigo, muitas fotografias e objetos clássicos na decoração, grafonolas, gira-discos, algumas loiças antigas, mas o que mais fascinou a Maria Clara foram as maquinas de escrever antigas, havia 2 ou 3 espalhadas pelos corredores e ela ia sempre teclar, dizendo que estava a escrever uma carta ao Pai Natal. O elevador antigo, com uma porta de grades merece também algum destaque.

No sábado de manha levantamos-nos cedinho e dirigimos-nos ao Cais da Ribeira, ali pertinho, para apanhar um Barco da Tomáz do Douro, Rumo ao Peso da Régua. Fomos encaminhados para o piso inferior, onde nos foi servido o pequeno almoço e após isso dirigimos-nos à área de cima, descoberta, para podermos apreciar as magníficas paisagens que o Douro nos proporciona. Primeiro as cidades do Porto e Gaia e as suas pontes e mais acima as paisagens verdejantes e as vinhas onde se produz o delicioso vinho do Porto e os vinhos do Douro. E claro que passamos pelas barragens da Crestuma e do Carrapatelo. É uma experiencia diferente e interessante ver um barco elevar-se na água, alguns metros para cima, 14 metros no caso da primeira e 35 metros na segunda, algo que vale a pena experimentar.

Pelo caminho iam sendo descritos os locais por onde passávamos, e as histórias associadas, desde as pontes, edifícios, localidades mais importantes e as quintas e as suas histórias, claro. Durante o percurso foi-nos servido o almoço no barco, acompanhado, como não poderia deixar de ser, com o bom vinho da região.

Desembarcamos no Peso da Régua por volta das 16 horas e 30 minutos e fomos visitar o museu do Douro, lá podemos ver a história dos vinhos do Douro, utensílios utilizados, forma de produção dos vinhos e terminar com uma prova de vinho do Porto. Finda a visita regressamos ao Porto de autocarro

Chegados ao destino ainda tivemos oportunidade de ir jantar o que mais de tradicional existe no Porto, uma fabulosa francesinha, na “Casa Guedes” e depois regressar ao hotel, pois amanha será mais um dia de passeio.

Saímos cedo e após o pequeno almoço seguimos rumo ao Pinhão pela estrada nacional, para podermos continuar a contemplar as belas paisagens que o Douro nos proporciona. A etapa mais emocionante foi a estrada nacional 222 entre o Peso da Régua e o Pinhão, onde seguimos à beira rio e permite-nos desfrutar das magnificas paisagens, com algumas paragens para apreciar a vista e tirar algumas fotografias para mais tarde recordar.

Passagem obrigatória foi também a paragem no restaurante “DOC” do Chef Rui Paula, na Folgosa, um restaurante requintado, de um chef com uma estrela Michelin, mas as vezes sabe bem mimarmos-nos com uma experiência de sabores elaborados. Almoçamos na esplanada, sob o rio, com uma vista deslumbrante sob o rio e as paisagens que as quintas do Alto Douro Vinhateiro nos proporcionam. Optamos por pedir o menu das crianças para a Maria e para nós não pedir os menus e escolher pratos isolados. Para entrada “Burrata, presunto, azeitona e azeite de manjericão”, como prato principal “Robalo e lagostim, quinoa e abacate” e “Arroz de cabrito no forno e perna de cabrito assada” e para sobremesa “O chocolate e o café, crocante de caramelo e avelã”, e como não podia deixar de ser, acompanhados com o bom vinho da região “Mapa” branco e “Preguiça reserva” tinto. Estava tudo divinal.

Voltamos à estrada para contemplar o resto da paisagem até ao Pinhão, visitamos o cais, tiramos alguma fotos e fizemos-nos à estrada de regresso a casa, mas com muita vontade de voltar.

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