Monte Gordo. As águas mais quentes que encontramos

Estamos estacionados num parque de estacionamento, junto à rotunda do barco, estão muitas caravanas estacionadas neste parque. Olhando em frente conseguimos ver o mar ao longe e os passadiços que dão acesso à praia, pelas dunas. Estamos mesmo destro da povoação e desta vez optamos por ir dar uma volta a pé. Fomos ver o mar e as redondezas. De seguida fomos para a praia, o mar é calmo, permite-nos ir bastante para dentro do mar com água muito baixa, a água é quente, mas tem muitas algas na entrada do mar. A Maria Clara não gosta de algas, diz que tem nojo e recusa-se a pisa-las ou passar por elas, temos de a levar ao colo até à zona onde já não há algas. Valeu-nos ser águas muito calmas e termos levado o flamingo, a boia da Maria, assim ela pode andar a brincar livremente na água e nós de olho nela, mas mais à vontade.

Chegada a hora de almoço, chega também a hora de ir escolher o lugar para comer, hoje estamos preguiçosos, não nos apetece cozinhar e é a oportunidade também para provar as delicias da região. Fomos pelo passadiço e houve um restaurante que nos chamou à atenção pela decoração, o restaurante “Coco Bambu”, a decoração é muito exótica, muitas plantas e palmeiras do seu interior, dando um ar de estarmos na selva. Tem bom aspecto, embora tenhamos achado estranho o facto de estar completamente vazio, talvez por ainda ser cedo e existirem muitos restaurantes ali próximo, ser inicio de Julho e a praia não estar muito cheia. Entramos na mesma e valeu a pela, comemos um arroz de marisco divinal, acompanhado por um vinho verde. Para sobremesa foram-nos sugeridas algumas iguarias da região. Entretanto o restaurante compôs-se, mas é notória a falta de clientes em geral, talvez provocado pela pandemia, falta de turistas e falta de confiança das pessoas. O rapaz que nos atendeu comentou ainda o desagrado com um turista espanhol, que se indignou porque não queria usar mascara no local.

De volta à praia, houve tempo para uma sesta, fazer castelos na areia e voltar ao mar por diversas vezes e ao final do dia ainda tivemos tempo para devorar uma bola de Berlim, que sabe tão bem nestes dias.

Ao final do dia fomos ao parque de caravanismo de Vila Real de Santo António fazer descargas, um parque grande, com muitas caravanas estacionadas, junto ao Rio Guadiana, e com muito boas condições, para recordação fica a maquina de pagamentos que não queria funcionar, valeu a ajuda do responsável do parque, que nos ajudou e com quem acabamos por ficar à conversa. O responsável pelo parque é também o presidente da Junta de Monte Gordo e quando lhe dissemos onde estávamos estacionados explicou-nos que muitas vezes são obrigados a intervir no parque onde estamos estacionados porque infelizmente à caravanas que fazem descargas directamente para o chão o que gera reclamações por parte dos residentes, o que é normal. Como nas outras actividades, também no caravanismo é necessário ter bom senso e respeito pelos outros e fazer descargas e outras manutenções nos devidos locais.

De volta a Monte Gordo, depois de jantar, fomos dar um passeio a pé pela localidade e pela praia, o mar à noite, visto dos passadiços é muito bonito. Tínhamos intenção de partir nessa noite, mas encontramos uns vizinhos que nos falaram na Praia Verde, ali próxima, umas horas antes outra pessoa já nos tinha falado na mesma praia, o que nos deixou curiosos para conhecer e optamos por ficar por ali mais um dia, para no dia seguinte irmos conhecer a famosa Praia Verde.

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