A famosa Praia Verde

De manha deu para dar um passeio de bicicleta pela região, passar em alguns locais que já tínhamos passado a pé na noite anterior e mais alguns. Deu para ir tirar algumas fotos no limite do passadiço, alguns carreiros de terra pelo pinhal e ter de levar as bicicletas à mão porque ficamos presos na areia.

De volta á caravana, vamos então à procura da famosa praia verde, que tanto nos falam. Chegamos a um parque de estacionamento, no cimo de um monte, junto de uma urbanização. Aparentemente a praia ainda fica longe, mas temos de ir a pé, então pegamos na trouxa e vamos embora.

No caminho encontramos bastante vegetação verde, arbustos, um carreirinho com escadas, passadiços e partes em areia até à praia, que fica lá no fundo do monte. Chegamos à praia e realmente valeu a pena o esforço, água limpinha, sem algas e quente. Divertimo-nos muito na praia, na água e ainda deu para fazer castelos de areia.

Chegada a hora de almoço, ainda passamos junto de um barzinho perto da praia, mas como a ementa não nos encheu a vista, optamos por fazer mais um pequeno esforço, voltar a subir o monte e ir almoçar ao restaurante “Infante Panorâmico”. Um restaurante magnifico, no cume do monte, junto à povoação, mas com uma vista esplêndida sobre a praia e sobre a vegetação. Comemos chocos grelhados, acompanhados com sangria, para não variar muito e para sobremesa, uns deliciosos ovos moles com gelado.

Fomos dar uma voltinha a pé, para conhecer os recantos junto do restaurante e digerir o almoço e voltamos para a praia, descansar um pouco e voltar às brincadeiras na areia e na água. Ao final do dia ainda houve tempo para mais uma bolinha de Berlim.

Ao final do dia, voltamos ao parque de campismo de Vila Real de Santo António para podermos ir descansados na viagem, pois vamos voltar para o Alentejo, fazer a viagem de regresso a casa, embora ainda fazendo algumas paragens, e no Alentejo as estações de serviço para autocaravanas são mais escassas. No parque de campismo ainda deu para tirar algumas fotografias ao por do sol e dar uma espreitadela num veleiro que estava atracado no rio Guadiana. De seguida passamos no McDonalds ali ao lado para jantar, pois tínhamos prometido á Maria Clara que voltaríamos ao Mc, dado o incidente com o Blake à dois dias atrás. E não é que lhe calhou outro morcego exatamente igual, para alegria da pirralha, teria de ser isso ou um unicórnio.

Voltamos à estrada, rumo a Vila Nova de Mil Fontes, com destino à zona do farol, mas sem local exato ainda definido. Já próximos de Vila Nova de Mil Fontes, ficamos na reserva, consequência de ainda não conhecermos totalmente o veículo com que andamos e de acharmos que tínhamos combustível suficiente e que encontraríamos muitos postos de combustível pelo caminho, e encontramos alguns, mas aquela hora estavam fechados, sem opção de pagamento por multibanco durante a noite, mas o combustível foi suficiente para chegarmos ao destino. Próximos do local de destino, fomos então á procura do destino exato, escolhemos a praia das Furnas, na margem sul do rio Mira, lado oposto da vila.

Ao chegar encontramos um parque de estacionamento para autocaravanas junto à praia, debaixo da falésia, algo que nos aconteceu pela primeira vez na nossa viagem. Estão duas carrinhas estacionadas no parque, uma tipo Ford Transit, amarela e azul, os seus ocupantes são dois hippies e estão a fazer alguns malabarismos à nossa chegada e uma mercedes antiga, escura, não fazemos ideia quem são os seus ocupantes, estacionamos no meio das duas e fomos dormir.

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